Significado de Devaneio: 1. Estado de espírito de quem se deixa levar por lembranças, sonhos e imagens; 2. Quimeras, fantasias, ficções.
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vagar o olhar nas coisas, sempre infindando o momento...
...aprender a clicar um ponto no tempo, leva tempo...
...a arte de infindar tempo é para poucos, ou loucos...
...quem vê o não visto é curinga, e tem que andar com guizos...
...ver bem é um do(o)m ou um exercicio bem do explicativo...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Vincent van Gogh(Sower with Setting Sun)

...hj, a cor do fim do dia tinha um gosto laranja,
vi de longe, respirei bem fundo,
até me sujar todo de laranja por dentro, ...
-ahh!!!, que cor gostosa...
...um passarinho se riu todo de mim,
nem vi que o dia estava esfriando,
corri para casa, todo sujo mesmo,
fui diretamente escondido pro banho,
mas não deu certo, nem o banho limpava,
a mãe viu...
-menino tais todo sujo de ocaso,
tu não tem jeito mesmo né??... :)

terça-feira, 1 de junho de 2010


...um lugar para sentar...
...uma casinha de passarinho vazia que me olha...
...gostosa voz, restaura a vida, a magia verde, enche os potes...
...uma tentativa de ver dentro, pulei e vi, nada dentro...
...cheia de vazio sombreado, tudo ali era de um imane oco, e me olhava...
...duas orquídeas que se abrem sob o passar do dia...
...a água leva o cheiro das cores das orquídeas, a terra agradece...
...uns selene espiar anuviados, de cinza escuro sorridente...
...”-também queres ver elas florirem, né Selene??”...
...alguns ensaios de chuva, terra molhada sob os pés descalços...
...o cheiro das cores na terra me admite, me entra, por osmose mesmo...
...brota em mim o gosto do cheiro do florir das orquídeas ...
...um abraço as coisas acontecentes, já que as sinto...
...um momento capaz de ser sentido,a cada instante,
Visto como a oportunidade de poder sentir algo...
...deixe ver, algo sempre vale alguma coisa, mesmo que nada...
...é sim, há casinhas de passarinhos vazias...
...mas há casinhas de passarinhos vazias, que te olham...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

...nascidos de poeira estelar, alimentados pelos
radiantes pacotes de luz solar, que é estelar,
vindos por mágica...

...um ponto vívido, nas margens de uma via,
feita de um aglomerado de elementos, unidos
com uma centelha de energia, almas, transformados
elementos em pensamentos evolutivos e divinos,
sortudos imagino, sonhantes...

...sortudos viventes, de matéria e pedaços de
sonhos feitos, coringas do baralho celeste, e
mesmo em um número razoável, poucos
são os que sabem que tem cartas para jogar,
e vivem, sendo jogados...descartáveis seres...
...de pó, poeira e sonhos...

domingo, 4 de abril de 2010

...olhando o tempo como um ponto
e não como uma linha, o universo
também observa-se redondo,
um ponto, não mais conico expansivo...
...essa relatividade...
...até o tempo como um ponto deve
ficar redondo...um circulo...infino...
...então um ponto deve ser algo assim,
como um tempo ou um universo...

A impossível descrição da realidade das cousas sonhadas - Parte I

Dádiva divinamente olímpica...
...nunca dantes sonhada, nem imaginada...
...escultura clássica feita de imagem apolínea,
talvez um alto-retrato feminino, feito pelo
próprio Apolo, inspirado em formas venusianas,
de Pafos esculturas erguidas...
...provável inspiração para Venus, de Milo e outras...
...cortes...recortes inusitados...
...que inimaginável imagem,
que música sai dessa forma dançante,
qual canto de sereias, só descritos por Ulisses,
e agora sentidas por mim, pobre mortal,
verde e ainda menino, sem língua,
nem linguagem para o descrever...
...alvorada branca de nuvens,
transpassadas pela luz solar de reflexos selenes,
refratada em cores diversas, sombreando o mar,
colorindo o nascimento da visão sem precedentes,
que me adianta o olhar...
...dia que era noite ainda, tão cedo era...
...deslizantes sulcos onde perco meu ser,
e espero não mais achar, para continuar na eterna busca...
...ainda decendo, contornando umbigos sinalizados,
os mais lindos obstáculos, e pensando:
“- só pétalas de flores deveriam poder tocar algo assim...”,
sinto-me agraciado, devo ter enchido em minhas andanças,
um pote com toque de pétalas e o tenha usado,
sub e inconcientemente, por reparos celeste,
atentos aos meus atos...ainda percorrendo, oniricando...
...fico no meio de maciços pilares de mármore talhado,
por mãos sublimes,
macios como nuvens, tão vibrantes e ensudecedores...
...mais seguro e confortável não poderia ficar,
nem teria nos mais perfeitos sonhos, dos escritores poetas,
lugar assim, para colher o néctar que exala o gosto celeste,
da flor da vida...poderia sim, agora por fim, o mundo sucumbir,
que eu ali, sob e imerso em tal sensação, nem o notaria...
...e até estaria, confortavelmente feliz...
...borboletas são pedacinhos
migalhadinhos de asas de Fada,
que vem me trazer lembranças coloridas,
da insaciável presença do seu voo.

sexta-feira, 26 de março de 2010

...e, pensando assim...indo de encontro...
...fugindo sempre...tocando o nada...
...mas nada sempre é tudo, que não é nada...
...deixo de encontrar, e passo a buscar,
O que não encontro, e deixo de pensar...
...só para tentar entender, ai piora tudo...
...não entendo...ahh essa é a melhor parte...
...o não entender a busca que toca o nada...
Vo sonhando, seguindo...
...conforme o vento...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

...uns verdes abraços, aos que voam em asas invisíveis,
tecem com teias cósmicas fortes emaranhados risíveis...

...corpulando gestos leves de carater sólido,
vagando por ondas de areia e pó, até o rolar nas águas...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

...deixando algumas flores...
para que possas poisar,
meditar, fada minha...
...ou apenas olhar o dia...
...falei com os beija-flores,
deixarão essas para vc...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

...um novo dia bom a cada segundo eterno,
conspirações para roubar sorrisos de rostos tristes,
luz engarrafada de estrelas que dormindo caem da cama,
e vem cadentes para nos dar desejos...
...claro, vóz de fada para encantar e dançar a alma...
...coisas de devaneio, esse ponto no tempo que é nosso,
pode ser produção de cores para pintar,
e colorir tudo o mais, que nos é sentido, rodeado e inspirado...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

...quando tiveres um tempo com fadas,

saborei-o como um sabor sem descrição,

para ser eterno, eterna busca da descrição...

...ouça-as bem, pois que,

falam do que sentem(ponto)

...quero-te sentir...
...como um gatinho em seu colo...
...ronrronando...
...sonhando...
...voando...caracolando-me...
...em suas estrelas...
...cavaleira selene...
...plantando margaridas em seus olhos...
...meus campos...correndo livre...rolando em relva...

sábado, 9 de janeiro de 2010


...na casa de minha vó, tem um pé de butiá, de uma casta
meio que ádvena por aqui, os frutos são grandes e bem suculentos,
de um amarelo-vermelho-esverdeado, um pontinho preto...
...gosto dos mais verdinhos, não verdes-verdes,
mas entre o verde e o maduro, desses que quando morde-se,
a salivação entra em um estado outro, descontrolada pela sensação...
...acho que vive a mais tempo que eu esse pé de butiá, desde
muito me farto com o mesmo, tenho até uma técnica...assim...
...mordo ele de forma que meus dentes encostem e escorreguem
pela semente, ai separo a polda da semente, quase sempre sai tudo...
(come-se a semente da semente..secando e quebrando...branquinho)
...mas isso é depois, agora mordo a polpa, já separada, organizada,
tudo feito pela boca, vem uma explosão de sulco de água da terra,
misturada com sol, fotossintetizados elementos vários, osmótica gravidade,
descanso prateado noturno, desconhecimento alquímico vegetal, tudo um...
...o gosto...uau, de um amarelo-vermelho-esverdeado, e um pontinho...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010


Imagem: Herbert Draper (The Lament for Icarus)
...realidade tenta agarrar,
com suas fortes redes de convicções...
...nem precisso mais tentar escapar,
pois que é inutil esse tentar agarrar,
já não tenho os pés no chão,
e as coisas ainda eternizam suas danças...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Colorindo cores...

...brincar de fazer cores a partir de cores, deixa as cores mais coloridas...
...é só pingar um sabor diferente que não param de se colorir, sabolorir...
...brincam, criam, trasformam-se, aparencem os mega-tons, vira música...
...música colorida, cores saboridas, tons diminutos, transparências ondulantes...
...ai, ai...que banzé de cor...imagino todas as cores como primárias, de jardins primários...

sábado, 12 de dezembro de 2009

...organizante de águas...


...não que eu organize as águas, elas sim, acredito, organizam-me...
...oportunidades únicas, voar, ver o reflexo do azul, conseguir
elementos dispostos, o ensurdecedor silêncio sem tempo do
mergulho, enfim...
...quando organizado pelas águas, minha superfície fica sem ondulações,
consonante, como quando ouve-se a voz de fadas...
...nisso, as águas conseguem ver-se refletidas em mim, constatando
sua atual desorganização...
...como também querem ser reflexíveis, organizam-se ante meus olhos,
consonando-se-me...
...vejo meu reflexo(ai, que vontade do mergulho em mim, na água), sei
que os elemento foram dispersados, organizados, fica a transparência
espelhar...
...apenas observando, sem saber que observado sou, como espelho,
que reflete espelho(onde só o espelho é observador e observado),
infinindo-me com as águas, fluando...organizado pelas águas...
...organizante de águas...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

...nunca tive cama, sou assim,
do chão...coisa da terra...quando
deito em pedra de cachoeira, viro
árvore que se agarra em pedra...e
assim fico, ouvindo música de água,
em estado de árvore...